quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Reunião do Conselho Gestor da Reserva Marinha São João da Ponta

      O Conselho Gestor da Reserva Marinha São João da Ponta reuniu-se, no dia 31 de agosto deste ano, na sede da Associação dos Moradores, para apresentar os novos integrantes que farão parte das ações de planejamento e de decisões coletivas sobre esta unidade de conservação. Participaram da reunião os representantes das seguintes entidades: ICMbio, que preside a sessão, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará - EMATER, Igreja Católica, Colônia de Pescadores, Resex Curuçá, Universidade Federal do Pará - UFPA, Grupo dos Jovens Protagonistas de São João da Ponta, polo Deulândia, polo São Francisco, polo Porto Grande e polo Cidade.

    Um dos pontos de pauta da reunião referiu-se aos desafios dos novos conselheiros em discutir estratégias da gestão sobre o uso dos recursos naturais. Como desdobramento desse último foi dada a explicação sobre o processo de cadastramento dos novos usuários da Resex.

    A prof. Dr. Márcia Aparecida da Silva Pimentel que ocupa cadeira no conselho, representando a Universidade Federal do Pará, agradeceu a colaboração da comunidade no apoio ao evento Entre Marés, realizado em junho, e anunciou a continuidade da extensão universitária e novas pesquisas de iniciação científica que serão desenvolvidos na Resex Marinha para os próximos anos.

    O Conselho Gestor de uma unidade de conservação é um dispositivo institucional que objetiva tornar mais democrático e participativo a gestão e o planejamento da Reserva Marinha São João da Ponta, com apoio das comunidades, associação de moradores e parceiros para viabilizar ações sustentáveis, educacionais e científicas.

Texto: Prof. Drª. Márcia Pimentel e Jorge Alex
Foto: Jorge Alex, 2017.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Grupo de pesquisa realiza estudos em reserva extrativista do nordeste paraense


Com o objetivo de analisar questões socioambientais da Amazônia paraense, o Grupo de Estudos Paisagem e Planejamento Ambiental (GEPPAM) realiza pesquisa e atividades em Reservas Extrativistas, no nordeste do Pará. O grupo, coordenado pela professora doutora Márcia Pimentel, uniu-se ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), à Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta (Mocajuim) e a escolas públicas para realizar políticas de afirmação territorial, de planejamento e de gestão ambiental e atividades de pesquisa, ensino e extensão no município de São João da Ponta.
Como funciona? -  O GEPPAM também é vinculado à Faculdade de Geografia e Cartografia (FGC), ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) e ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA). Além disso, conta com estudantes de Geografia, Geologia, Biologia e Turismo que realizam as atividades acadêmicas em Reservas Extrativistas. As atividades abordam os seguintes temas: conservação e uso sustentável em áreas protegidas; populações tradicionais; estudo e mapeamento da dinâmica dos manguezais; empoderamento e capacitação de comunidades locais e educação ambiental.

Importância e Objetivos - Segundo a coordenadora, o grupo tem a meta de responder, “sob o ponto de vista teórico-metodológico, a questões relacionadas à dinâmica socioambiental que tem contemplado os nossos interesses. Portanto, o GEPPAM quer estruturar suas atividades sob o tripé ensino-pesquisa-extensão”. Por isso, para ela, o grupo tem o papel de formar ”alunos da graduação e pós-graduação que possam compreender a diversidade entre os saberes”.
Entre Marés 2017: Compartilhando saberes - A parceria também gerou o evento “Entre Marés 2017: Compartilhando saberesrealizado nos dias 9 e 10 de junho, na Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta. Com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o evento foi coordenado pelas professoras doutoras Márcia Pimentel e Carmena França, da Faculdade de Geografia e Cartografia, e contou com palestras, diálogos e apresentações culturais.
 

Grupo de Estudos Paisagem e Planejamento Ambiental - Criado em 2010, como resultado do programa de extensão “Educação Ambiental nas RESEX’s Marinhas de São João da Ponta e Mãe Grande de Curuçá-PA”, “o grupo tem origem com os alunos da faculdade de Geografia, que, coordenados por mim, começaram a integrar as discussões sobre dinâmica da paisagem e planejamento ambiental”, conta a professora Márcia.
A partir daí, o grupo organizou diversos projetos. “Começamos a pensar nas Áreas Protegidas, sobretudo as Unidades de Conservação de Uso Sustentável. Iniciamos nossos estudos na Resex Extrativista de São João da Ponta, em 2010. Desenvolvemos depois desse período, projetos de extensão, pesquisa e ensino. Meus alunos realizaram Trabalhos de Conclusão de Curso e Dissertações de Mestrado”, relata a coordenadora.
Texto: Alice Palmeira - Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: França, 2017.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

INSCRIÇÃO "ENTRE MARÉS 2017: COMPARTILHANDO SABERES"



UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA
GRUPO DE ESTUDO PAISAGEM PLANEJAMENTO AMBIENTAL (GEPPAM)

ENTRE MARÉS 2017: COMPARTILHANDO SABERES



 EDITAL: 01/2017 23 de maio de 2017

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES:

 Do Grupo
O Grupo de Estudo Paisagem e Planejamento Ambiental (GEPPAM) é coordenado pela Prof.ª Drª. Márcia Aparecida da Silva Pimentel (Faculdade de Geografia e Cartografia e do Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO). Entre os objetivos do grupo, está o desenvolvimento de projetos de pesquisa e de extensão universitária em Áreas Protegidas, relacionados à dinâmica da paisagem, gestão em Unidades de Conservação de Uso Sustentável e educação ambiental.

Do Evento
O evento “Entre Marés 2017: Compartilhando Saberes”, é uma realização do GEPPAM e da Associação dos Usuários da RESEX Marinha de São João da Ponta – PA (MOCAJUIM). O evento, realizado desde 2010,  é coordenado pelas professoras Drª. Márcia Pimentel e Drª. Carmena França e promovido com o apoio da Pró-reitoria de Extensão - PROEX-UFPA, Universidade Federal do Pará UFPA, Faculdade de Geografia e Cartografia (FGC) e Programa de Pós-graduação da Geografia - PPGEO, Programa de Pós-graduação de Ciências Ambientais - PPGCA da Universidade Federal do Pará. Externamente, recebe apoio do ICMbio e   Prefeitura Municipal de São João da Ponta.
Desde 2010, alunos de graduação e da pós-graduação de Geografia, desenvolvem atividades de educação ambiental, junto às comunidades extrativistas pesqueiras de São João da Ponta. Compartilhar saberes é o tema que move a nossa extensão. 

 DA PARTICIPAÇÃO
O requisito principal para participação do evento é o envio da proposta de oficina voltada para a educação ambiental. A proposta deve ser encaminhada via formulário eletrônico disponível na página do GEPPAM geppam.blogspot.com.br, e que se enquadre nos eixos temáticos propostos. As oficinas serão ministradas na sede municipal e comunidades rurais de São João da Ponta – PA, nos períodos da manhã e tarde, tendo como público-alvo crianças, adolescentes e adultos.

PERÍODO DO EVENTO
O evento acontecerá nos dias  09 e 10 de junho de 2017 no município de São João da Ponta – PA.

DOS EIXOS TEMÁTICOS
As oficinas devem se enquadrar nas seguintes temáticas:
1- Paisagem e Meio  Ambiente, 
2- Lugar e  patrimônio, 
3- Território, territorialidade  e empoderamento,
4- Aprendendo com os mapas.

Observação: As oficinas devem atentar para as seguintes palavras-chave:  zona costeira, reserva extrativista marinha, manguezal, sustentabilidade, comunidades tradicionais.

DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
I – Estar regularmente matriculado;
II – Enviar proposta de oficina no prazo estipulado (Eliminatória);
III – Preencher e enviar a proposta de oficina que se enquadre nos eixos propostos (Eliminatória).

DOS PRAZOS
Envio das propostas até dia 01 de junho. 
Resultados de aceites: 05 de junho.

DO CRONOGRAMA

Dia 09 – 1º dia do Evento
Saída de Belém: 7:30h 
Abertura na Sede da Mocajuim: 11:00h
Atividades na escola Municipal Antonia Rosa:
Inicio das oficinas da tarde: 14h
Inicio das oficinas da noite: 18h

Dia 10 – 2º dia do evento
Oficinas nas comunidades rurais: das 9h às 12h.
Retorno à Belém: 14h

As inscrições serão on-line serão realizadas via formulário eletrônico disponibilizado na página do GEPPAM geppam.blogspot.com.br. Depois de preenchidos os campos obrigatórios, clique em Enviar Formulário! E pronto, sua inscrição terá sido efetuada com sucesso.

A inscrição deve ser feita pelo responsável da equipe proponente. Cada equipe deve conter 4 (quatro) pessoas.

Havendo dúvidas, por favor, não hesite em entrar em contato.
Atenciosamente,
Equipe de organização do Evento Entre Marés: compartilhando saberes, 2017
Grupo de Estudo Paisagem e Planejamento Ambiental - GEPPAM.
geppamproext@gmail.com

sábado, 9 de julho de 2016

Conheça a obra "Comment je suis devenu géographe" (Como me tornei geógrafo)


Les éditions du Cavalier Bleu ont décidément de très bonnes idées ! Après avoir lancé leur travail d’éditeur autour de la collection Les Idées reçues, elles entament une nouvelle série qui portent sur la genèse des métiers. Le premier opus est consacré au métier de géographe. Comment je suis devenu géographe paraît à quelques jours du Festival International de Géographie. Préfacé par Christian Pierret, dirigé par S. Allemand, ce volume trace le portrait de 12 illustres géographes et fait le récit de leur première rencontre avec la géographie. La lecture de cet ouvrage est incontournable pour qui s’intéresse à l’épistémologie de la géographie, notamment les étudiants qui préparent, pour l’oral, l’épreuve sur dossier du CAPES.
Sylvain Allemand est journaliste scientifique. Il a participé à de nombreux ouvrages : codirection avec François Ascher et Jacques Lévy du volume Les Sens du Mouvement. Belin / Colloque de Cerisy, 2004, La géographie contemporaine, 2005, Les paradoxes du développement durable, 2007
La brochette de géographes retenue par Sylvain Allemand réunit beaucoup d’hommes, dont certains en fin de carrière : Bailly, Berque, Brunet, Claval, Frémont, Knafou, Lévy, Pitte, Staszak. Seules trois femmes sont présentes (Pumain, Veyret), dont la benjamine du groupe Valérie Gelézeau. La parité n’est pas encore le fait de la profession ! même si Denise Pumain se défend d’avoir subi du sexisme pendant sa carrière.
Une quinzaine de pages est consacrée à chaque géographe. Chaque chapitre s’organise de la même façon.


___________

Fonte: Texto e imagem extraídos do site La Cliothèque.


sábado, 25 de junho de 2016

Des cartes dans vos têtes



En géographie, la carte mentale est une méthode permettant de recueillir des informations spatiales. Il s’agit en fait d’une technique d’enquête permettant de collecter des informations sur un territoire donné. Introduites en Angleterre dans les années 1970 et appliquées dans un premier temps à l’espace urbain (Lynch, 1976), les cartes mentales permettent d’acquérir et collecter des « connaissances » spatiales individuelles et subjectives. Pour cela, la personne enquêtée est invitée à dessiner à main levée sa propre perception de l’espace géographique sur une feuille blanche.

Confira a matéria completa e assista o filme acessando: https://neocarto.hypotheses.org/2389

Cartographie et savoir traditionnel

Cartographie et savoir traditionnel

Les Penan souhaitent rassembler des informations sur leur espace vital ainsi que leurs culture et histoire pour les générations à venir. Ils ont besoin des documents culturels et historiques et des cartes pour démontrer l’utilisation de leurs terres et les limites de leurs territoires, notamment pour faire valoir leurs droits coutumiers devant les tribunaux.

Preuves manquantes d’une culture autochtone

Pour les Penan, comme pour d’autres groupes autochtones, les terres ont une importance particulière: la forêt pluviale n’offre pas uniquement tout ce dont ils ont besoin pour vivre, mais comporte également une fonction culturelle. Elle est porteuse de leur histoire, patrie et dernière demeure de leurs aïeux et élément fondamental de leur identité. Pour un peuple qui ne connaît pas la transmission écrite de ses traditions, son histoire, sa culture et sa spiritualité survivent par l’intermédiaire des lieux. Le lien traditionnel des Penan avec leurs terres joue un rôle central dans l’identité culturelle.
Le défrichage de la forêt pluviale et le déplacement des Penan de leurs terres traditionnelles menacent cependant de détruire petit-à-petit ce lien. Le projet de cartographie, un des projets centraux du Bruno Manser Fonds, tente de mettre un frein à cette évolution. Il en va ici de documenter le savoir géographique et historique des Penan en interrogeant, recherchant et mesurant. Le savoir est ensuite représenté sous la forme de cartes et d’autres moyens de documentations tels que textes, photos, vidéos et enregistrements vocaux.
Ces preuves de leur culture et de leurs zones d’utilisation constituent la base sur laquelle se fondent les plaintes territoriales. C’est ainsi que les Penan tentent d’obtenir des droits d’utilisation coutumiers. Ici, le Bruno Manser Fonds soutient les Penan au moyen du projet sur les droits coutumiers autochtones.

Cartographie

Le Bruno Manser Fonds fournit aux Penan le savoir nécessaire et l’équipement technique qui vont leur permettre de réaliser eux-mêmes les cartes de leurs terres. Ils mesurent de façon autonome leur espace vital au moyen du GPS (= global positioning System) et de cartes déjà existantes. Il n’en va pas uniquement de relever des coordonnées relatives à l’extension de leurs zones utilisées, mais aussi de relever les lieux de grande importance culturelle ou historique tels que sépultures ou terrains de chasse. Ainsi, les noms des rivières, montagnes, vallées, cols et rochers découlent fréquemment de situations historiques ou d’une tradition orale. La saisie cartographique de leur culture est un élément important du projet. Grâce au savoir spatial exceptionnel des Penan, depuis 2002 il a été possible de documenter notamment plus de 7000 éléments topographiques tels que rivières ou montagnes, mais aussi près de 2000 sites comme des lieux de sépultures ou d’anciens villages. Certaines des informations géographiques recueillies sont visibles dans le cadre du GéoPortail.

Tradition orale

Une autre partie importante est la documentation écrite de leur histoire, des traditions autochtones, de la langue ainsi que de leur exploitation spécifique de la forêt pluviale, à ce jour exclusivement transmises par voie orale. Pour ce faire, on s’adresse en particulier aux Penan plus âgés, on enregistre leurs réponses sur support vocal pour ensuite les transcrire puis les traduire en malais et en anglais.

Recherche historique

La recherche de littérature dans les archives et les bibliothèques de Suisse, d’Angleterre ainsi que de Malaisie et l’enquête comme l’interrogation de témoins complètent les possibilités de documentation mentionnées plus haut. Elles permettent de rassembler des preuves en faveur des efforts entrepris par les Penan afin d’affirmer leurs droits coutumiers.
En conclusion, le projet de cartographie veille à ce que ce trésor culturel soit documenté et mis à disposition des Penan et d’autres personnes intéressées. En outre, il fournit la base pour l’acquisition de titres de propriété terrienne et offre aux Penan des moyens légaux pour lutter contre la disparition progressive de leur espace vital. Outre l’utilité pratique, les documents élaborés renforcent l’identité et la confiance en soi des Penan.

Informations complémentaires

________________
Fonte do texto e imagem: Matéria extraída do site Bruno-Manser-Fonds e disponíveis no endereço: http://bmf.ch/fr/projets-et-campagnes/cartographie-et-savoir-traditionnel/

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Seleção de Bolsista para o Projeto Sustentabilidade Ambiental na Universidade

Inscrições: Até 16 de junho de 2016, enviando currículo lattes e histórico escolar para projetosgestao221@gmail.com, com o título: “Seleção IC- Universidade Sustentável 2016 – nome e sobrenome”.
No corpo do e-mail colocar somente contatos (e-mail e telefone) e curso do candidato (identificando o semestre)
Qualificações necessárias:
• Estar cursando, no mínimo, o 3º período do curso de Economia, Geografia, Ciências Sociais, Oceanografia ou Biologia na Universidade Federal do Pará;
• Não possuir outra bolsa;
• Disponibilidade de 04 horas diárias para estágio;
• Bom conhecimento de informática, uso de Excel e banco de dados (comprovados com declarações/certificados);
• Nível intermediário de leitura em inglês (imprescindível).
Diferenciais:
• Experiência comprovada em pesquisa.
• Produção científica publicada.
• Participação em exames de proficiência (inglês).
Vagas: 1 (uma).
Remuneração: R$400,00 para 20 horas semanais.
Fonte: ASCOM/UFPA  disponível em: https://www.portal.ufpa.br/imprensa/bolsaPortal.php?cod=93